A conquista por território, migração e reprodução das aves de rapina

Em habitat adequado, os casais de raptores são territoriais, distribuindo-se uniformemente. Para algumas espécies, o território é permanente; para outras, é ocupado e defendido só no período de reprodução.

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O famoso gavião Carcará. Pixabay/Domínio Público.

Território ocupado


Se um território tem bom local para o ninho, pode ser ocupado por pares sucessivos de raptores, durante séculos. O falcão pequeno faz ninhos em colônias de 20 pares, ou até 100 pares, numa catedral, numa velha fortificação ou um penhasco protegido.



Falcões comuns europeus comem larvas de insetos; como outras espécies que formam colônias, caçam e se reproduzem em bandos.

Corte e acasalamento


A maioria dos raptores é monogâmica; alguns poucos, como certos gaviões, poligâmicos. O gavião-asa-de-telha é poliandro, com vários machos atendendo a uma fêmea.



Quase todos têm comportamento de cortejo, com disputas e desafios no ar. A águia-de-cabeça-branca macho acasala-se com a fêmea voando por baixo dela. Ela se vira, agarrando os pés dele, e o casal aterrissa.

Ovoposição e incubação


Espécies pequenas têm um número maior de ovos e períodos mais curtos de incubação e nidificação que as maiores. Um falcão pode botar quatro ovos, incubação de quatro semanas e os filhotes ficam no ninho por cinco semanas.



O urubu bota um ovo, choca-o por outo semanas e o filhote permanece no ninho durante 17 semanas. Poucas espécies botam dois ovos, mas criam só um deles - o primeiro a nascer mata o segundo.

Migração


Após a reprodução, algumas espécies migram. A maioria prefere ir por terra, deixando a América do Norte e passando por istmos de terra como o do Panamá, a caminho da América do Sul, no inverno: dois milhões de aves foram contados, embora muitas passem despercebidas.



Elas viajam até 11 mil quilômetros. Alguns raptores ficam na área de reprodução o não todo e outros são nômades, vagueando por onde houver presa disponível.



Para finalizar veja um vídeo do canal TV Cultura Digital, sobre Aves migratórias percorrem o Pantanal do Mato Grosso a procura da fartura de peixes da região:


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