Os sentidos das cobras: radiação infravermelha

Enquanto os seres humanos utilizam principalmente a visão e a audição, esses sentidos são pouco desenvolvidos nas cobras.

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Uma linda serpente, note a fosseta loreal próxima aos olhos. Pixabay/Domínio Público.

Elas dependem mais de outros estímulos, em particular dos odores e, em alguns casos, do calor.

As cobras são sensíveis a mudanças de temperatura ao seu redor e à radiação infravermelha. Algumas boas, pítons e todas as víperas têm um órgão termorreceptor, ou fosseta loreal, dos dois lados da cabeça entre o olho e a narina, que lhes permite detectar e atacar com precisão uma presa de sangue quente, mesmo no escuro.


Também essas serpentes possuem a quimiorrecepção, que é um meio importante para a detecção de presas. Elas possuem a língua bífida, com as extremidades amplamente separadas, que podem mover-se independentemente.

AS DIFERENÇAS ENTRE AS SERPENTES E SEUS SENTIDOS


Nas jiboias, as terminações nervosas livres ficam entre as escamas epidérmicas ao longo dos lábios. Em pítons, as terminações nervosas ficam no fundo de uma série de diversas fossetas labiais escondidas ao longo dos lábios. As venenosas cascavéis têm o seu nome em inglês (pit vipers, "víboras com fossetas") devido a presença de um par de receptores de infravermelho, chamados fossetas faciais.


Essas fossetas também são sulcos aprofundados, mas diferem das fossetas labiais das pítons. Terminações nervosas sensoriais estão suspensas em uma fina membrana da fosseta na metade da distância entre o fundo e o topo da fosseta, ao invés de ficar no fundo da fosseta tal como nas pítons.

Para finalizar veja um vídeo do nosso canal BioOrbis, sobre 🐍 O que FAZER e o que NÃO FAZER se eu for picado por uma COBRA?:


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