As cobras da família Boidae: as serpentes boas

Boidae é uma família de serpentes não peçonhentas encontradas nas Américas, na África, na Europa, na Ásia e em algumas Ilhas do Oceano Pacífico.


São cobras relativamente primitivas, os adultos têm tamanho médio a grande, sendo que as fêmeas geralmente são maiores que os machos. Duas subfamílias que compreendem oito gêneros e 43 espécies são reconhecidas atualmente. Os membros dessa família são chamados de Boídeos ou Boas, e são popularmente conhecidos como jiboias. Podem ultrapassar os quatro metros de comprimento e raramente, chegar a seis metros.
Como as pítons, as boas têm ossos alongados supratemporais. Os ossos quadrados também são alongados, mas não tanto, enquanto que ambos são capazes de mover-se livremente de modo que quando eles passam lateralmente para a sua máxima extensão, a distância entre as dobradiças da mandíbula é aumentada significativamente.

Agora vamos ver alguns belos exemplares dessa família:

Boa rubra (Lichanura trivirgata)


Boa rubra (Lichanura trivirgata). Fonte da imagem: Wikipedia

Nome científico: Lichanura trivirgata
Tamanho: 1m
Habitat: leitos de lava, áreas rochosas
Distribuição: México
Alimentação: aves e mamíferos pequenos
Reprodução: Vivíparas, ninhadas de 3 a 8 filhotes.
É nativa do sudoeste americano e Baja California e Sonora no México. A jiboia rosada é uma das únicas duas espécies da família jiboia nativa dos Estados Unidos, a outra é a jiboia de borracha (Charina bottae). Essa bela serpente tem um corpo pesado, cabeça estreita e cauda grossa. Tem listras laranja ou marrom-alaranjadas bem definidas que correm pelo corpo. Os olhos também são laranja. Elas não possuem fosseta loreal.

Sucuri-amarela (Eunectes notaeus)


A sucuri-amarela (Eunectes notaeus). Fonte da imagem: wikipedia.

Nome científico: Eunectes notaeus
Tamanho médio: 2m
Habitat: pântanos e brejos
Distribuição: América do Sul.
Alimentação: répteis, aves e mamíferos.
Reprodução: ovivípara, com grandes ninhadas.
É menor que a sucuri-verde, e por isso, suas presas são menores. Não é peçonhenta e mata suas presas por constrição. Essa bela serpente tem uma coloração amarela com um padrão atraente de nódoas grandes pretas no dorso e nos flacos. Os olhos são voltados para cima. Não possuem fosseta loreal.

Boa-da-areia (Eryx conicus)


A serpente boa-da-areia (Eryx conicus). Fonte da imagem: reptarium.cz. Foto: Petr Balej.

Nome científico: Eryx conicus
Tamanho médio: 1 m.
Habitat: áreas desérticas e arenosas.
Distribuição: Sri Lanka, Paquistão e Índia.
Alimentação: roedores, aves e lagartos.
Reprodução: vivípara, até 11 filhotes por ninhada.
Essa espécie de boa é endêmica da Índia, Nepal, Bangladesh, Paquistão e Sri Lanka. Não há subespécies reconhecidas como válidas. Essas cobras tem os sinais mais atraentes desse gênero, com um padrão característico em ziguezague no dorso. As escamas são eriçadas. É uma cobra que em geral fica na toca durante o dia e tem atividade de caça a noite. Os dentes anteriores superiores e inferiores são mais longos que os posteriores. A cabeça é coberta com pequenas escamas. O olho é pequeno com uma pupila vertical. As escamas dorsais são pequenas e com quilha. A cauda é pontiaguda, não ou muito pouco preênsil.

Boa hispaniolana (Chilabothrus striatus)


Boa hispaniolana (Chilabothrus striatus). Fonte da imagem: iNaturalist.org

Nome científico: Chilabothrus striatus
Tamanho: 2,30 m.
Habitat: Florestas e mangues. Gosta de subir em tetos de sapé.
Distribuição: Haiti, Bahamas.
Alimentação: os filhotes comem lagartos pequenos; as adultas galinhas, mamíferos pequenos e pássaros.
Reprodução: vivípara, até 50 filhotes por ninhada.
Essas cobras são bem variáveis com nódoas no dorso. A cor das nódoas pode ser cinza-escuro, marrom ou avermelhado. A coloração do ventre dessas grandes boas são cinza mais claro. Suas fosseta loreal são superficiais e evidentes. Essas boas podem ficar bastante grandes, especialmente as fêmeas, atingindo comprimentos de mais de 5 metros quando adultas adultos.

Jiboia-arco-íris (Epicrates cenchria)


A bela jiboia-arco-íris (Epicrates cenchria). Imagem de sipa por Pixabay

Nome cientifico: Epicrates cenchria
Tamanho médio: 2 m
Habitat: florestas e clareiras tropicais
Distribuição: América do Sul.
Alimentação: mamíferos pequenos e aves.
Reprodução: vivípara, até 30 filhotes por ninhada.
Possui cerca de 1,7 m de comprimento, dorso pardo-avermelhado com manchas negras e ventre amarelado. Elas se alimentam de pequenos roedores, lagartos e aves. Possui uma dentição áglifa e portanto não são peçonhentas. São bastante utilizadas, devido à sua beleza, como animais de estimação. É uma das mais belas e coloridas das nove subespécies de salamantas que existem. As escamas são lustrosas e iridescentes. Há uma fileira de círculos pretos no dorso e ocelos pretos de cada lado. Sua fosseta loreal são superficiais.

Boa-amarela-das-árvores (Corallus enydris)


A boa amarela das árvores (Corallus enydris). Fonte da imagem: davewelling.photoshelter.com.

Nome científico: Corallus enydris
Tamanho médio: 1,80 m.
Habitat: Florestas com árvores altas.
Distribuição: América do Sul, Índias Ocidentais, América Central.
Alimentação: Mamíferos pequenos, rãs, aves, lagartos.
Reprodução: Vivípara, até 20 filhotes por ninhada.
Uma cobra delgada com coloração marrom, amarela, laranja ou cinza. Algumas variedades têm sinais escuros no dorso. Os filhotes possuem cores mais vivas que os adultos. Têm fosseta loreal proeminentes.

jiboia-verde (Corallus caninus)


A incrível jiboia-verde (Corallus caninus). Imagem de Frank Winkler por Pixabay.

Nome científico: Corallus caninus
Tamanho médio: 1,60 m
Habitat: florestas tropicais com árvores grandes
Distribuição: Bacia amazônica na América do Sul.
Alimentação: mamíferos pequenos e aves.
Reprodução: vivípara, até 20 filhotes por ninhada.
Pertence à família dos boídeos, é não peçonhenta, com dentição áglifa. Sua medida pode ultrapassar mais de 1,50 metros de comprimento. A espécie possui ainda dorso verde com barras transversais branco-amareladas e região ventral amarela, mas podem ser encontrada na coloração verde ou também com pigmentações pretas. E uma grande serpente constritora (mata por sufocamento) que passa um grande período de tempo enrolada em troncos de árvores, ela alimenta-se basicamente de roedores, pequenas aves e répteis. Os filhote são vermelhos ou laranja, tornando-se verdes no primeiro ano de vida. Têm uma fileira de sinais brancos no dorso e fossetas loreais grandes e proeminentes. "Araramboia" e "arauemboia" originaram-se do termo tupi ara'ra mbói, "cobra arara".

Boa-borracha (Charina bottae)


A diferente serpente boa-borracha (Charina bottae). Fonte da imagem: deviantart.com. Foto por: michael-ray.

Nome científico: Charina bottae
Tamanho médio: 80 cm
Habitat: Cerrados, pastagens, pinheirais, sob casca de árvores.
Distribuição: América do Norte.
Alimentação: outras cobras, aves, pequenos roedores e salamandras.
Reprodução: vivípara, 2 a 8 filhotes por ninhada.
Ela tem uma coloração marrom ou oliva uniforme, cilíndrica com escamas pequenas e brilhantes e olhos pequenos. A cauda é curta e grossa e muitas vezes erguida do chão para desviar ataques de sua cabeça. Henri Marie Ducrotay de Blainville descreveu a esta espécie em 1835. O nome do gênero Charina é do grego antigo "gracioso" ou "delicioso", e o nome específico bottae homenageia o Dr. Paolo E. Botta , cirurgião de um navio italiano, explorador e naturalista. As características do comportamento dessa boa-borracha também os diferenciam de outras cobras. Elas são consideradas uma das mais dóceis das espécies de boas e são frequentemente usadas para ajudar as pessoas a superar o medo de cobras.

    Boa-do-pacífico (Candoia carinata)


    Boa-do-pacífico (Candoia carinata). Fonte da imagem: Pinterest.

    Nome científico: Candoia carinata
    Tamanho: 1,50 m
    Habitat: florestas
    Distribuição: Nova Guiné.
    Alimentação: mamíferos pequenos, aves e lagartos.
    Reprodução: vivípara, até 70 filhotes por ninhada.
    A boa-do-pacífico (Candoia carinata) possui uma coloração cinza-claro, quase branca, com uma linha escura irregular ao longo do dorso, ou vermelho-tijolo com uma linha castanha. Pode ser grossa ou fina. A cabeça é achatada, e o focinho em ângulo oblíquo. E essa espécie não tem fosseta loreal.

    jiboia (Boa constrictor)


    Uma bela jiboia (Boa constrictor). Pixabay/Domínio Público.

    Nome cientifico: Boa constrictor
    Nome comum: jiboia
    Tamanho: 4 m
    Habitat: clareiras de florestas tropicais, cerrados, terras agrícolas, próximo a povoados.
    Distribuição: América do Sul e Central, ilhas no oeste da Índia.
    Alimentação: mamíferos e aves.
    Reprodução: vivípara, até 50 filhotes por ninhada.
    Uma espécie de boa grande com sinais variados. É cinza ou beje com sinais marrom-escuros no dorso. Não tem fosseta loreal. É basicamente um animal com hábitos noturnos (o que é verificável por possuir olhos com pupila vertical), ainda que também tenha atividade diurna. É considerado um animal vivíparo porque, no final da gestação, o embrião recebe os nutrientes necessários do sangue da mãe. Essas serpentes detectam as presas pela percepção do movimento e do calor e as surpreende em silêncio. Alimenta-se de pequenos mamíferos (principalmente ratos), aves e lagartos que mata por constrição, envolvendo o corpo da presa e sufocando-a.

    Boa-lança (Eryx jaculus)


    Boa-lança (Eryx jaculus). Fonte da imagem: Wikipedia.

    Essa boa de cauda grossa e curta, possui uma coloração amarelo-claro, pardo-avermelhada ou cinza. As manchas irregulares ao dorso podem formar barras ou pontos. Uma linha escura corre do olho à ponta de sua mandíbula. Essa espécie não possui fosseta loreal.



    Tamanho médio: 80 cm
    Habitat: lugares secos e arenosos, sob rochas
    Distribuição: sudeste da Europa, Turquia, Oriente Médio
    Alimentação: roedores, aves e pequenos lagartos.
    Reprodução: vivípara, ninhadas de até 20 filhotes.

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