Corujas: as aves de rapina caçadoras noturnas

Estrigiformes são aves da ordem Strigiformes, que inclui aves de rapina, tais como corujas, mochos e murucututu.


São caçadoras eficientes, usando sobretudo seus olhos extremamente aguçados e movimentos rápidos. Além disso, são extremamente atentas ao ambiente, têm grande capacidade de girar o pescoço e voar silenciosamente devido a penas especiais muito macias e numerosas que compõem suas asas. São providas, muitas vezes, de penachos na zona superior da cabeça, olhos grandes e frontais. Tais aves possuem, em sua maioria, hábitos notívagos, alimentando-se de pequenos mamíferos (principalmente de roedores e morcegos), insetos, aranhas, peixes e outras aves. Engolem suas refeições por inteiro e depois regurgitam os restos alimentares que não puderam ser digeridos em pelotas com pelos e fragmentos de ossos.


Os estrigiformes são animais que possuem significados para muitas culturas humanas desde a pré-história. Na Grécia Antiga o símbolo da Deusa da sabedoria, Atena, era uma coruja do gênero Athene: o mocho-galego. Também são consideradas o símbolo da filosofia.


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Características gerais das corujas


As corujas possuem faces que se assemelham às humanas devido a presença de grandes olhos voltados para frente. Possuem bicos curvos e garras muito fortes, encurvadas e afiadas. Contam com plumagem muito macia, o que reduz o ruído da batida de asas durante o voo e permite que as corujas localizem e se aproximem das presas sem serem percebidas. Além disso, a plumagem permite que as corujas se camuflem ao ambiente, sendo quase invisíveis contra a casca de uma árvore. A cor da plumagem varia de branco, passando por muitos tons de bege, cinza ou marrom-avermelhado a marrom profundo, sendo que a maioria têm padrões de listras ou manchas. Corujas do gênero Glaucidium e algumas do gênero Athene apresentam um padrão de coloração no dorso que parecem olhos; essa característica é observada principalmente em espécies com hábito semi-diurno, e ajuda a afastar os predadores. Muitas possuem penachos ou "falsas orelhas", que são ornamentais e também ajudam a afastar predadores.


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Adaptações à predação


As corujas são comumente associadas à caça noturna. As corujas do gênero Tyto, por exemplo, são, em sua grande maioria, de hábito estritamente noturno. Como caçam em situações de baixa luminosidade, muitas desenvolveram sistemas auditivos muito eficientes na localização das presas. Corujas do gêneros Tyto e outros cinco gêneros da família Strigidae (Bubo, Strix, Aegolius, Pseudoscops e Asio) possuem ouvidos externos assimétricos, em forma, posição ou tamanho. Essa particularidade permite que esses animais sejam capazes de comparar diferenças sutis na sonoridade e saber a localização precisa de sua presa.


Além de sua audição, as corujas também possuem modificações em sua visão relacionadas à caça noturna: a coruja-das-torres, caça no que, para nós, é considerado total escuro, além de também atuar em diferentes graus de luminosidade, como fim ou começo do dia, principalmente aquelas que vivem nos trópicos.


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Adaptações ao voo silencioso


O voo das corujas é uma das adaptações que auxiliam na predação. Esses animais conseguem realizar o que é chamado de voo silencioso, que permite que não sejam percebidos pelos presas ao se aproximarem. Para que o voo silencioso seja possível, as extremidades frontais das asas possuem uma franja rígida semelhante a um pente, também chamada de dentadura, que auxilia no direcionamento do ar e na redução do barulho. Nas extremidades traseiras das asas, elas possuem uma franja macia, com uma aparência de cabelo, reduzindo, assim, a turbulência onde os fluxos laminares de ar direcionados pelas duas porções das asas encontram-se. As penas das asas possuem uma composição macia que abafa o som decorrente do encontro destas com o ar no bater de asas.


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Espécies de Corujas


Agora vamos a algumas espécies mais famosas de corujas:


Coruja-de-Igreja - Tyto alba


Imagem de inkflo por Pixabay


Família: Tytonidae

Plumagem: parte superior dourada e cinza; parte inferior branca ou camurça.

Área: cosmopolita; abrange área mais extensa que qualquer ave.

Alimentação: mamíferos e aves.

Ninho: cavidades de árvores, silos.

Ovos: até 12, bem brancos.


As mais noturna das corujas, a coruja-de-igreja ou suindara é classificada numa família própria. Há diferenças estruturais entre corujas-de-igreja e corujas da família Strigidae. A garra central de cada pé possui serrilhado peculiar ao longo da borda interna e pernas bem longas. São altamente apreciadas pelos fazendeiros por sua habilidade de controlar as populações de ratos nas fazendas.


Coruja-flamulada - Megascops flammeolus


Imagem de skeeze por Pixabay


Família: Strigidae

Plumagem: mosqueada de marrom e cinza, com plumas escapulares avermelhadas nas costas.

Área: florestas de coníferas nos EUA até América Central.

Alimentação: insetos.

Ninho: orifícios de pica-paus.

Ovos: 2-4 brancos.


Pequena e raramente vista, tem pio fraco. Foi considerada rara no passado, agora é mais comum. Sabe como evitar os humanos. Sua plumagem fornece excelente camuflagem entre a casca dos pinheiros. Tem 15 cm de comprimento, garras muito pequenas; olhos castanhos e pequenos tufos nas orelhas. O habitat dessas corujas está ameaçado pelo corte de árvores nas florestas.


Coruja-das-torres-do-leste - Megascops asio


Fonte da imagem: Wikipedia/Wolfgang Wander - Obra do próprio, http://www.pbase.com/image/58326162


Família: Strigidae

Plumagem: avermelhada e cinza. frisos miméticos no peito. Pequenos tufos nas orelhas.

Área: Canadá, EUA e México

Alimentação: mamíferos, insetos, aves, répteis, anfíbios.

Ninho: cavidades de árvores ou ninho articial.

Ovos: 4-6 brancos.


Habita qualquer lugar com árvores grandes para a construção de ninhos. Espécie muito pequena, a coruja-das-torres do leste com tamanho adulto mal excede 20 cm, das "orelhas de penas" até a cauda. Uma linha escura cerca o disco facial e o peito apresenta padrão mesclado, de plumagem clara e escura. Variações de cor não se relacionam a idade ou sexo, mas a clima e habitat.


Coruja-das-torres-do-oeste - Megascops kennicottii


Fonte da imagem: Wikipedia/Anónimo - U.S. Department of the Interior, Bureau of Reclamation, Central California Area Office


Família: Strigidae

Plumagem: quase identica à coloração cinza da coruja-das-torres do leste

Área: oeste dos EUA e México

Alimentação: pequenos mamíferos, insetos, pequenas aves, répteis e anfíbios.

Ninho: cavidades de árvores ou de cactos

Ovos: 2-5 brancos.


As três corujas-das-torres são parecidas em aparência, mas piam de foram distinta e cada uma é considerada uma espécie diferente. Esta coruja tem menos variações de cor que a coruja-das-torres do leste, sendo mais acinzentada.


Coruja-das-torres-com-bigode - Megascops trichopsis


Fonte da imagem: Alan Schmierer - https://www.flickr.com/photos/sloalan/7049707183/


Família: Strigidae

Plumagem: quase idêntica à coruja-das-torres do oeste, tem plumagem ao redor do bico mais eriçada e base do bico mais acinzentada

Área: Arizona, Novo México (centro dos EUA) e América Central

Alimentação: insetos

Ninho: cavidades das árvores

Ovos: 3-4 brancos.


Menor que as coruja-das-torres-do-oeste, habita florestas de carvalhos em montanhas de até 1.200 m de altitude. A longa sequência de pios curtos é o melhor meio de identificar a espécie.


Mocho-orelhudo - Bubo virginianus


Imagem de PublicDomainImages por Pixabay


Família: Strigidae

Plumagem: partes superiores com marrom, branco, camurça e preto; partes inferiores, camurça com listras horizontais. Disco facial vermelho, grandes "orelhas de penas".

Área: Américas, até a Terra do Fogo

Alimentação: mamíferos, insetos, aves, peixes, répteis, anfíbios

Ninho: ninhos abandonados, galhos de árvores, cavernas ou penhascos.

Ovos: 2, brancos


Esta espécies de coruja é altamente adaptável a diferentes ambientes, desde floretas tropicais a climas frios do extremo sul da América do Sul. A plumagem mesclada ajuda a coruja a misturar-se ao ambiente que a cerca. Seu pio é um dos sons mais conhecidos que se ouvem à noite, nas florestas, uma série de seis ou sete pios baixos.


Coruja-gavião-do-norte - Surnia ulula


Fonte da imagem: Wikipedia/No machine-readable author provided. Krun assumed (based on copyright claims). - No machine-readable source provided. Own work assumed (based on copyright claims).


Família: Strigidae

Plumagem: listras horizontais nas partes inferiores, manchadas de branco, cauda longa e listrada, cabeça quadrada e bordas pretas do disco facial. Não tem "orelhas de penas".

Área: Canadá, Alasca e EUA

Alimentação: mamíferos no verão, aves no inverno

Ninho: cavidades de árvore ou ninhos abandonados de gavião

Ovos: 4-7 brancos


A coruja-gavião-do-norte não tem problemas em caçar à luz do dia, empoleirando-se no topo de uma árvore enquanto aguarda um rato. Ataca com muita rapidez, planando como um gavião, dai o nome dela. Pairando como um gavião, usa a visão mais do que a audição para capturar suas presas. A cauda em ponta é sua marca mais confiável, juntamente com o peito rajado.


Coruja-das-neves - Nyctea scandiaca


Imagem de Gerhard G. por Pixabay


Família: Strigidae

Plumagem: branca com listras pretas

Área: Canadá, Alasca, sul dos EUA, Islândia, Ilhas Shetland, Escandinávia.

Alimentação: mamíferos, lebres e aves

Ninho: em depressões em colinas baixas, ás vezes forrado com penas.

Ovos: 1-12, dependendo do alimento obtido, brancos


No inverno, migra para aeroportos no nordeste dos EUA, onde parece não se perturbar com o ruído das turbinas. Pistas plantas e gramados devem parecer áreas de tundra para as corujas. Adapta-se bem à vida nas planícies costeiras do oceano Ártico, onde o ambiente é hostil. É grande para armazenar melhor o calor e coberta com penas espessas, em toda a pata, dedos e plantas dos pés. A espécie é universalmente reconhecida e os machos são mais brancos.


Coruja-anã-do-norte - Glaucidium californicum


Fonte da imagem: Wikipedia/dominic sherony - Northern Pygmy-Owl


Família: Strigidae

Plumagem: avermelhada ou cinza, ambas tem cauda longa, com leves listras, ausência de "orelhas de penas" e manchas pretas imitando olhos, na nuca.

Área: Oeste dos EUA e México

Alimentação: pequenos mamíferos, insetos, algumas aves

Ninho: orifícios de pica-paus a 6 m do solo

Ovos: 3-4 brancos.


Com apenas 18 cm, é ameaçada até por outras corujas, como o mocho-orelhudo, que não hesita em fazer dela sua refeição. Para enganar os predadores, esta coruja possui "olhos atrás da cabeça", dois pontos pretos com bordas brancas, para enganar os atacantes. Dificilmente maior que um pardal, a coruja-anã ataca aves canoras de seu próprio tamanho ou maiores, e também consome ratos, besouros maiores e gafanhotos.


Caburé - Glaucidium brasilianum


Fonte da imagem: Wikipedia/User: Sky Jacobs - Obra do próprio


Família: Strigidae

Plumagem: semelhante à coruja-anã-do-norte, porém mais avermelhada, tem cauda com listras escuras.

Área: sul dos EUA, até a Argentina, norte do Chile e todo o Brasil

Alimentação: mamíferos, insetos, aves, escorpiões.

Ninho: cavidades em árvores ou cactos

Ovos: 1 a 3, brancos.


Na América do Norte esta coruja é encontrada apenas em algumas localidades no Arizona e no Texas. Essa ave subtropical vive na orla de matas e arvoredos, que estão cedendo lugar a agricultura e represas. Parecida com a coruja-anã-do-norte, ela possui uma cauda rajada de marrom e preto, em vez de marrom e branca.


Coruja-duende - Micrathene whitneyi


Fonte da imagem: Wikipedia/BBODO - Own work


Família: Strigidae

Plumagem: do tamanho de um parda; cabeça sem tufos, bege nas partes inferiores, cauda pequena

Área: sudoeste dos EUA e México

Alimentação: instos e artrópodes

Ninho: cavidade feita por pica-paus em cactos ou árvores

Ovos: 2 a 3 brancos


Menor coruja do mundo, a coruja-duende mede menos que 15 cm de comprimento, tão pequena quanto as mariposas das quais se alimenta. É facilmente identificável por ter cauda muito curta. A cabeça é redonda e não possui "orelha de penas", os olhos são grandes e amarelos, e o corpo é mesclado de bege e cinza.


Coruja-buraqueira - Athene cunicularia


Imagem de Marcel Langthim por Pixabay


Família: Strigidae

Plumagem: peito bege rajado embaixo e costas manchadas.

Área: Canadá, Brasil até Terra do Fogo

Alimentação: insetos, artrópodes, mamíferos, lagartos e aves

Ninho: toca de marmota, texugo, tartaruga ou tatu.

Ovos: 6 a 8 ou mais, brancos.


Um dos raptores mais incomuns da América do Norte, mas bastante comum na América do Sul, passa  a maior parte de seu tempo no chão ou próxima a ele. Possui cauda curta e pernas longas. É conhecido por ser ativo durante o dia, em volta de aeroportos e campos, onde mantém contato com as pessoas.


Coruja-pintada - Strix occidentalis


Imagem de Welcome to all and thank you for your visit ! ツ por Pixabay


Família: Strigidae

Plumagem: marrom em cima, e pares manchadas de branco e marrom. Não possui "orelhas de penas".

Área: sudoeste e nordeste dos EUA e México

Alimentação: mamíferos e roedores

Ninho: cavidades de árvores, ninhos de gaviões, saliências de penhascos

Ovos: 2 a 3 ovos brancos


Encontrada apenas em florestas antigas, o habitat da coruja-pintada está desaparecendo à medida que árvores adultas são derrubadas por empresas madeireiras. As populações estão se fragmentando e sua sobrevivência é preocupante. Ela passa toda sua vida bem acima do solo, nos galhos de árvores enormes, criando penas dois filhotes por estação.


Coruja-barrada - Strix varia


Imagem de skeeze por Pixabay


Família: Strigidae

Plumagem: castanha, manchada; peito branco com listras verticais e horizontais. Sem "orelha de penas".

Área: Canadá, EUA, México.

Alimentação: répteis, aves, anfíbios, mamíferos, lagostim

Ninho: cavidades de árvores ou ninhos abandonados de gaviões ou corvos.

Ovos: 2 a 3 ovos brancos.


Grande-coruja-cinza - Strix nebulosa


Imagem de Jessica Rockeman por Pixabay


Família: Strigidae

Plumagem: cinza, marrom e branco

Área: Alasca, Canadá, norte dos EUA, norte da Eurásia, Escandinávia e Sibéria

Alimentação: pequenos mamíferos.

Ninho: Ninho abandonado de gavião ou nos troncos de árvores.

Ovos: 3 a 5 ovos, brancos


A cabeça redonda com tufos nas orelhas é um aspecto distintivo dessa coruja, atraente, com riscas, redemoinhos e listras, que confundem seu contorno com o fundo das árvores. A face é enorme, com anéis escuros concêntricos nos discos faciais, contornando olhos amarelos brilhantes. O queixo tem duas faixas brancas que parecem um colarinho vitoriano. Caçando na alvorada e ao pôr-do-sol, preferem roedores e esquilos e capturam lebres e coelhos.


Coruja-orelhuda - Asio clamator


Fonte da imagem: Wikipedia/Nortondefeis


Família: Strigidae

Plumagem: marrom, camurça

Área: América do Norte, Mediterrâneo, Europa e Japão

Alimentação: mamíferos e aves.

Ninho: ninhos abandonados de corvos, gaviões ou esquilos

Ovos: 4 a 5 brancos


Esta é uma espécie noturna, difícil de localizar. Passa o dia quieta, em capas fechadas, onde sua plumagem ajuda a camuflá-la. Sua presença pode ser confirmada por excremento sob a árvore onde se empoleira. Defende seu ninho de predadores bicando e gritando.


Mocho-dos-banhados - Asio flammeus


Imagem de cadop por Pixabay


Família: Strigidae

Plumagem: castanha, peito com listras verticais, mesclado de preto.

Área: América do Norte e do Sul, sudeste e sul do Brasil e Eurásia

Alimentação: mamíferos, aves e insetos.

Ninho: gramado espesso e mato.

Ovos: 5 a 7 brancos.


Abandonou as florestas, indo para tundras e áreas com vegetações rasteiras, onde caça ratos. Voa baixo sobre campos e alagados, com batimentos das asas intercalados por longos planeio. As "orelhas de penas" são pequenas, vistas só de perto, dando uma aparência de cabeça lisa. No inverno, pode se reunir em bandos de até 20 aves, se houver alimento abundantes.


Coruja-boreal - Aegolius funereus


Imagem de davidpotrony por Pixabay


Família: Strigidae

Plumagem: uniforme. Tem bordas pretas. Discos faciais claros, orlados de preto, peito branco listrado de marrom, bico amarelo ou branco.

Área: Alasca, Canadá, EUA, Eurásia, Escandinávia, Rússia e Siberia

Alimentação: mamíferos e aves

Ninho: cavidades de árvores

Ovos: 4 a 6 brancos.


Espécie tímida, é encontrada em florestas alpinas de coníferas, onde caça em volta de brejos e clareiras. Coruja pequena, com cerca de 23 cm de comprimento, e cabeça grande. Os discos faciais são contornados com linha preta definida e há manchas brancas nas costas. Empoleira-se durante o dia entre galhos de árvores ou dentro de construções.


Coruja-serra-afiada - Aegolius acadicus


Wikipedia/Brendan Lally from Delta, Canada - Sawhet Owl


Família: Strigidae

Plumagem: discos faciais avermelhados sem bordas pretas. Listras avermelhadas no peito, costas ferrugem com pontos brancos.

Área: Canadá, EUA e México

Alimentação: mamíferos, aves e insetos

Ninho: cavidades de árvores ou ninho artificial

Ovos: 4 a 6 brancos


O nome popular incomum vem do chamado da coruja, semelhante ao som de dentes afiados de uma serra. Habita florestas coníferas e decíduas mistas. Suas garras são pequenas mas afiadas para capturar ratos. Caçando à noite insetos e pequenas aves, a coruja usa o silêncio e a surpresa para capturar sua presa.


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