Espécies ameaçadas de extinção: Axolotle

Um anfíbio de uma linhagem albina raro, e corre grande risco de desaparecer, então vamos conhecer ele e saber os riscos que o estão levando a extinção.

Fonte da imagem: www.aquaa3.com.br



O axolotle (Ambystoma mexicanum), também conhecido como axolote, é uma espécie de salamandra que não se desenvolve na fase de larva, permanecendo nesse estado mesmo em adultos. É um exemplo de um animal neoténico, pois conserva durante toda a vida brânquias externas, uma característica do estado larval.

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Características do Axolotle


Um axolote adulto pode medir aproximadamente uns 15 a 45 cm embora o comprimento mais comum seja 23 cm e seja raro encontrar um espécime com mais de 30 cm. Os axolotes possuem características típicas do estado larval das salamandras, incluindo brânquias externas e barbatanas caudais desde o final da cabeça prolongando-se por toda a extensão da cauda.

E por que isso acontece? Acontece porque esses anfíbios apresentam tireoide rudimentar e não há liberação de hormônios tireoideanos, essenciais na metamorfose de anfíbios. Quando um axolote recebe hormônio tireoideano, transforma-se em animal adulto com características terrestres: pulmão e patas e perda da cauda por reabsorção, tornando-se muito similar à salamandra-tigre Ambystoma velasci (em muitos casos, essa metamorfose ocorre naturalmente).

As cabeças dos Axolotle são amplas e possuem olhos sem pálpebras. Os machos são identificáveis apenas na época de reprodução pela presença de cloacas muito mais pronunciadas e de aspecto redondo.

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Onde vivem os Axolote?


Ao contrário do que ocorre com seus parentes próximos, como sapos e rãs, que passam a viver na terra quando deixam as formas larvais, os axolotes permanecem na água por toda a vida. O seu único habitat natural consiste dos lagos próximos da Cidade do México, em especial o lago Xochimilco e o lago Chignahuapan, este último no estado de Puebla.

Atualmente, no lago Chignahuapan, são raramente encontrados. Isto se deve à predação dos seus ovos por espécies não autóctones introduzidas pelo homem (espécies exóticas). Além disso, a capacidade de regeneração do axolote também traz alguns problemas, uma vez que em certas zonas do México é apreciado em caldos e pela medicina naturista (como vitamínico).

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A incrível regeneração dos Axolote


Os axolotes são espécies de anfíbios bem intrigantes, haja vista sua regeneração expressiva, apesar de sua alta complexidade em relação a outros seres com elevado potencial regenerativo, como esponjas, planárias e estrelas-do-mar.

O axolote é capaz de regenerar, por meio de desdiferenciação celular, membros inteiros, que são constituídos por estruturas não comumente regeneradas, como nervos, musculatura, ossos e vasos sanguíneos. É capaz ainda de reparar completamente metade de seu coração ou cérebro.

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Quais os riscos de extinção os axolotes sofrem?


Um artigo publicado na revista científica Nature no final de 2017 mostrava que a espécie está cada vez mais próxima da extinção. Em 1998, existiam 6000 axolotes por quilômetro quadrado na região mexicana de Xochimilco; dois anos depois, este número tinha baixado para 1000 espécimes por quilômetro quadrado. Em 2008, dez anos depois, os números eram ainda mais preocupantes: havia apenas 100 axolotes por quilômetro quadrado. Em 2018, sobretudo por causa da poluição, há menos de 35 destes animais por quilômetro quadrado.

O axolote é um completo paradoxo de conservação, é provavelmente o anfíbio mais espalhado pelo mundo, em laboratórios e lojas de animais, e ainda assim está quase extinto na natureza. O que traz problemas: como existe uma baixa diversidade genética destes animais, são mais propensos a doenças.

As causas de seu declínio desde 1998 podem ser a perda de seu habitat, a introdução de espécies exóticas e o tráfico ilegal deles para vários tipos de utilidades em mercados clandestinos.

Uma solução para tais problemas é reforçar a vigilância na área aonde ainda é encontrada a espécie, tentando minimizar os dados indo a caça das espécies exóticas introduzidas. E o mais importante é a reprodução desses animais em cativeiro, para que possa futuramente realizar solturas em seu habitat natural.

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